História do Cristianismo na China

Durante treze séculos entraram na China, vindos do Ocidente, missionários cristãos para pregarem e propagarem a sua fé em quatro movimentos distintos e separados

O Pai Nosso em chinês clássico.

Em cada caso eles construíram as suas igrejas, fizeram conversões entre os chineses, e gradualmente aumentaram a sua influência, para serem finalmente expulsos em resultado de mudanças na situação política e por causa da hostilidade e o medo de uma religião que nunca podia acomodar-se a certas crenças e práticas chinesas fundamentais. Os chineses, em geral, sempre têm considerado o cristianismo como “estrangeiro”, e, embora a sua influência indireta na China tenha sido considerável, nunca, em nenhuma época, ganhou a obediência de mais do que uma pequeníssima fração da população. O budismo e o islão tiveram muito maior sucesso.
Os quatro grandes períodos de atividade missionária na China são os seguintes:
1) A missão nestoriana desde o século VII ao século IX.
2) A missão franciscana que principiou a sua obra cerca dos meados do século XIII e continuou através da dinastia Yüan (mongol) até a sua completa extinção cerca dos meados do século XIV.
3) A missão jesuítica que principiou nas últimas décadas do século XVI. Através da cultura e do zelo dos missionários jesuítas a Igreja cristã foi firmemente estabelecida durante o século XVII. O seu sucesso levou a um grande influxo de dominicanos, franciscanos e lazaristas, e as missões cristãs espalharam-se em quase todas as províncias. Mas, na perseguição de 1724, aparte a capital, Pequim, onde alguns missionários tiveram permissão de residir, a Igreja cristã foi de novo virtualmente destruída. Depois disso, só tentativas esporádicas foram feitas para propagar a fé por alguns missionários heróicos, até à ruptura das barreiras da isolação chinesa pelos britânicos em 1839.
4) A era das modernas missões protestantes e católicas romanas que continuaram pelos séculos XIX e XX, até à expulsão dos missionários estrangeiros pelos comunistas nos anos que se seguiram à sua subida ao poder em 1949.
A Igreja Nestoriana na China
Não foi senão até à descoberta da famosa coluna nestoriana perto de Hsian-fu, antiga capital da China, em 1625, que a existência de uma forte e florescente Igreja nestoriana, na China da dinastia T’ang, se tornou conhecida. Desde aí, a descoberta de textos nestorianos em Tun-huang, e descobertas arqueológicas em Ch’uan-chou e em várias outras cidades, têm aumentado os nossos conhecimentos.
A inscrição na coluna, parte em chinês e parte em siríaco, revela que a coluna foi erigida em 781. É dado um breve relato do progresso do nestorianismo desde a sua introdução na China por A-lo-pên, um monge de Ta-chin (provavelmente Síria). A-lo-pên foi bem recebido pelo imperador T’ang, T’ai-tsung, e deram-lhe ordens para construir uma igreja e um mosteiro na capital. Também lhe foram dadas ordens para traduzir os seus livros religiosos em chinês, e ele e os seus sequazes receberam o direito de propagar a sua fé. Na ocasião em que a coluna foi erigida, o nestorianismo tinha ganho numerosos adeptos e o apoio de algumas das pessoas mais influentes. Nestas últimas incluía-se Kuo-tzu-i, supremo comandante do exército e primeiro ministro do estado, que gastou grandes somas de dinheiro na restauração de igrejas e no sustento de monges e clérigos. O nome dado à fé nestoriana era Ching-chiao ou “Religião Luminosa”. A inscrição na coluna afirma que sob o governo de Kao-tsung, filho e sucessor de T’ai-tsung, foram construídas igrejas em cada cidade de jurisdição, de modo que, por um tempo, o cristianismo parece ter florescido no império.
Já indicamos que nos primeiros tempos havia colaboração considerável entre budistas e nestorianos e que a introdução de missas pelos mortos no budismo é provavelmente devida à influência nestoriana. Ela também prova de que os nestorianos sofreram bastantes obstáculos e perseguições dos seus rivais budistas.
A Igreja nestoriana sofreu severamente, com outras religiões “estrangeiras”, na grande perseguição de 845, e só no século XIII é que grupos de cristãos tiveram outra vez permissão de praticar a sua religião. Os missionários nestorianos tinham tido bastante sucesso entre várias tribos que habitavam a Ásia central. Muitos Uighurs, Khirgiz, Kitans, Naimanos, Keraits e Alanos tinham-se convertido à fé. Quando os exércitos mongóis finalmente conquistaram a China, e Kublai Khan se tornou imperador, grandes movimentos de população através do vasto império mongol levaram à fixação de muitos cristãos na China. Guilherme de Rubruck (c. 1254), que visitou a corte do grande Mangu Khan em Karakorum, informou que havia nestorianos em quinze cidades da China com um bispo residindo em Hsian-fu. Quando João de Montecorvino alcançou Pequim, como primeiro missionário franciscano, em 1294, os nestorianos dessa cidade procuraram estorvar a sua obra. Segundo o dominicano João di Cora, arcebispo de Soltanta (c. 1300), havia trinta mil nestorianos na China nessa ocasião. Com o colapso da dinastia mongol em 1368 a tolerância de cristãos na China cessou e a Igreja nestoriana morreu.
Vários fatores, além da xenofobia dos imperadores Ming, contribuíram para a destruição total da Igreja nestoriana na China. O nestorianismo na Ásia ocidental e central ruiu virtualmente antes da expansão do islão e da penetração lenta do budismo tântrico. A preferência do clero nestoriano pela vida cenobítica combatia contra a zelosa atividade missionária dentro da comunidade. Não há provas de que os nestorianos exercitassem um clero capaz de continuar quando eles próprios fossem expulsos. Finalmente, os chineses viam pouca diferença entre as cerimônias e os ritos nestorianos e budistas, e quando a direção lhes foi tirada, não se tornou difícil deixarem-se absorver pelas seitas budistas tauístas.
A Missão Franciscana
As atividades da primeira missão franciscana para a China foram de duração comparativamente curta. O grande império mongol, que se estendia sobre toda a Ásia central, no século XIII, era tolerante de religião, ávido em observar idéias estrangeiras, e desejoso de usar homens distintos e cultos de qualquer fé.
João de Montecorvino (1247-1328) foi o primeiro padre católico romano a pôr o pé no solo chinês. Ele estabeleceu-se em Pequim, onde lhe foi permitido construir uma igreja provavelmente completada em 1300. Começou a fazer conversões, e à volta de 1305 tinha batizado umas seis mil pessoas. Tomou sob a sua proteção cerca de 150 rapazes, filhos de pais pagãos, para os exercitar na fé cristã, ensinando-lhes grego e latim e pondo-os a escrever saltérios e outra literatura cristã. Alguns deles treinou-os num coro. Nos princípios do século catorze mais três frades chegaram a Pequim para o ajudar, e a obra começou a expandir-se. O próprio João foi elevado pelo papa a arcebispo e patriarca de todo o oriente. Em 1313 uma senhora armênia rica deu dinheiro para a construção de uma igreja no grande porto de Zaiton (Ch’uan-chou) que tinha importantes relações comerciais com o Golfo Pérsico. Esta transformou-se numa catedral, e mais tarde um convento de frades foi-lhe acrescentado e outras igrejas construídas na cidade. Sem dúvida que estas igrejas foram usadas principalmente para servir as necessidades dos cristãos que faziam parte de uma grande comunidade comercial estrangeira naquele porto. A força missionária na China era miseravelmente pequena e cada vez mais reduzida pela morte. Embora fossem feitas várias tentativas para enviar grupos de missionários da Europa, poucos puderam completar a longa e perigosa viagem para a China. Contatos entre os missionários e a Santa Sé eram quase impossíveis de manter, apesar de tentativas heróicas para reforçar a missão na China. Conforme Cary-Elwes escreve: “Não só a Santa Sé nomeou bispos, mas também grupos de frades missionários eram enviados de tempos a tempos, para serem engolidos pela vastidão do Oriente e não se saber mais deles”. Poucos nativos chineses se convertiam ao cristianismo e a Igreja consistia principalmente em comerciantes estrangeiros, cristãos alanos residentes na China e alguns nestorianos conquistados pela fé católica; de modo que, quando a virulenta perseguição rebentou outra vez e os missionários foram expulsos, não havia nenhuma direção indígena que reunisse os grupos espalhados de cristãos até à vinda de tempos mais pacíficos.
A Missão Jesuíta
Com o aparecimento da dinastia Ming, a China fechou as portas aos estrangeiros, e durante um século e meio não existiu virtualmente contato entre a China e o Ocidente. Nos começos do século XVI, apareceram negociantes portugueses na foz do rio Hsi-chinag no sul da China, e, embora sem permissão de viverem no continente, deram-lhes licença de construir alojamentos temporários numa ilha na foz do rio, vivendo aí cada ano durante alguns meses de Verão e fazendo lucrativo negócio com os chineses locais. Os portugueses provaram ser úteis na destruição dos piratas que infestavam a área e tiveram finalmente permissão de estabelecer uma cidade mais permanente em Macau. Missionários seguiram a esteira dos negociantes, e embora fossem os jesuítas que se tornariam de influência dominante no estabelecimento de uma Igreja cristã na China, a partir das últimas décadas do século XVI, foram os dominicanos, franciscanos e agostinhos, vindos principalmente das Filipinas, que fizeram as primeiras tentativas para abrir a porta à influência cristã, que era da política dos imperadores Ming conservar firmemente fechada. Era por mar até ao sul da China, e não ao longo das estradas comerciais da Ásia central, que os missionários vinham, agora para a China, estabelecendo-se em Macau, que já se havia tornado um vasto e próspero posto comercial. Grande rivalidade e considerável hostilidade cresceram entre os missionários espanhóis e portugueses. Os espanhóis tinham tido grande sucesso em implantar a religião cristã nas Filipinas onde residiam importantes colônias de chineses. Com a ajuda dos convertidos chineses, eles fizeram várias tentativas para entrar na China. A rivalidade entre portugueses e espanhóis e a hostilidade da comunidade mercantil que receava que a atividade missionária trouxesse a revogação das suas concessões comerciais dificilmente ganhas, tornaram abortivos os primeiros esforços missionários.
Foi o zelo, a perseverança e a erudição de Matteo Ricci (1552-1610) que por fim abriram caminho para o estabelecimento de uma missão cristã no continente. Com grande tato. e persistência, ele ganhou lentamente a amizade de escolares e magistrados. Aí estava um “escolar” como eles e um de quem tinham muito que aprender. Através da ajuda deles, primeiro em Chao-ch’ing (1583), depois em Shao-chou (1589) e mais tarde em Nanquim, Ricci conseguiu obter licença de residência para ele e os seus colegas. Fez amizade com os literatos e gradualmente espalhou a influência cristã. No entanto ele sabia que, a não ser que obtivesse reconhecimento do imperador, não podia haver esperança do estabelecimento de uma missão permanente. Entrou finalmente em Pequim em 4 de Janeiro de 1601 e, mau grado e oposição, conseguiu obter permissão verbal para residir na capital. Lentamente, ele e os seus companheiros ganharam uma reputação de saber, venceram vários literatos, ganharam um certo número de convertidos e estabeleceram uma Igreja cristã.
Os jesuítas em Pequim tornaram-se tão úteis ao imperador que, apesar da feroz oposição e de breves períodos de perseguição, conseguiram consolidar a sua missão. Foi-lhes dada licença para construir igrejas em várias cidades e a obra espalhou-se gradualmente pelas províncias. Uma atitude mais conciliatória da parte das autoridades chinesas nas primeiras décadas do século XVI tornou possível o estabelecimento de missões franciscanas e dominicanas em diversas cidades do sul da China, mas os seus métodos missionários provaram muitas vezes ser de grande embaraço para os seus correligionários jesuítas. As maneiras rudes, os costumes estranhos e a atitude intolerante para com as crenças nativas de muitos desses missionários levantaram suspeitas, ódio e má vontade na maioria dos chineses, de modo que o período que marcou a queda da grande dinastia Ming foi aquele em que muitos sacerdotes e convertidos chineses pereceram.
Na própria Pequim foi a erudição científica dos jesuítas que ganhou a sua aceitação na corte. Em 1629 um dos sucessores de Ricci, Adam Schall, foi nomeado membro do Departamento de Astronomia que tinha a especial tarefa de reformar o calendário. Em 1645 foi elevado a presidente do Departamento. Por um tempo, os jesuítas obtiveram o patrocínio do primeiro imperador manchu, Shun-chih, mas os seus inimigos estavam sempre alerta para lhes trazer complicações e ruína. Quando da morte de Shun-chih em 1662, começou o ataque. A “Lei Cristã” foi condenada como imoral, favorecedora de rebeldia e de invasão estrangeira. A ciência européia foi também considerada má, e Schall, juntamente com mais cinco, condenados a uma morte horrível. A sentença de Schall nunca se realizou, mas, em resultado da prisão, ele morreu em 1666. Foi ainda lançado um decreto que proibia a religião cristã na China. Afora quatro jesuítas que se conservaram em Pequim, todos os padres estrangeiros, incluindo onze dominicanos e um franciscano, foram atacados e mandados para a cadeia em Cantão.
Em 1669 o jovem imperador Kang-hsi alcançou a maioridade e, através da influência de Verbiest, que tinha servido de tutor ao moço príncipe, a missão jesuítica entrou no seu mais glorioso período de expansão. Em 1671 um édito concedia a readmissão dos padres católicos em Cantão. Na corte de Pequim os padres Verbiest, Grimaldi, Pereira e Tomás empenhavam-se no fabrico de instrumentos científicos e em escrever obras de ciência, filosofia e religião. Em 1692 o imperador assinou um decreto do Conselho de Ritos concedendo proteção às missões e aos missionários católicos. Parte do decreto dizia:
“Decidimos que todos os templos dedicados ao Senhor do Céu, onde quer que se encontrem, devam ser preservados, e que seja permitido a todos que desejem adorar esse Deus entrar nesses templos, oferecer-Lhe incenso, e realizar as cerimônias praticadas de acordo com os antigos hábitos dos cristãos. Daí, que ninguém de hoje em diante lhe ofereça oposição”.
A Igreja cristã na China, nos começos do século XVIII, parecia que havia de ser mais bem sucedida do que as duas anteriores missões dos nestorianos e dos franciscanos. Em primeiro lugar, os jesuítas tinham ganho uma reputação de cultura e erudição muito prezada pelos chineses. Eram, em geral, homens de larga tolerância e estavam preparados para aceitar os ritos ligados ao antigo culto e o culto de Confúcio como não sendo inimigos da prática da fé cristã. Os missionários também empreenderam o sistemático treino dos chineses na fé, e ordenaram vários chineses padres, consagrando um como bispo. A fé católica permitia ao clero chinês usar a língua chinesa como sua língua litúrgica. A Bíblia, o Missal, o Breviário, livros para instrução de catecúmenos na doutrina cristã e mesmo a Summa Theologica de S. Tomás de Aquino foram traduzidos. Enquanto muitos entre as massas iletradas eram atraídos pela segurança da salvação eterna, pelo sacrifício de Cristo na cruz e a veneração da Virgem Maria, os escolares, que achavam o conceito de um Deus sofredor e mortal repelente, eram contudo atraídos para a fé cristã de um Deus eterno, onipotente e justo. Os contatos com a Europa eram agora muito mais fáceis do que tinham sido nos séculos passados, e a afluência de recrutas para o campo missionário podia ser facilmente mantida.
Todavia, com o alvorecer do século XVIII, a situação da Igreja cristã na China começou perceptivelmente a mudar. Desde a primeira chegada à China de Frei Juan Bautista de Morales, no ano 1633, os frades dominicanos e franciscanos tinham-se tornado desconfiados de que a cautela excessiva dos jesuítas estivesse de fato a comprometer a pureza da fé cristã. Os Ritos que Ricci havia designado como não sendo idólatras e provavelmente não supersticiosos pareciam aos frades ser totalmente incompatíveis com a religião cristã e proibiram-nos aos seus convertidos. Discussões agudas levantaram-se dentro do corpo missionário cristão, apelando ambas as partes para Roma. Os ciúmes nacionais e as diferenças eclesiásticas levaram a amargas censuras de ambos os lados. A situação atingiu o auge em 1704, quando o papa e a Congregação dos Ritos lançaram o famoso decreto pelo qual autorizavam “um nome, e só um, para Deus, em chinês, T’ien-chu, ou Senhor do Céu… Atos rituais em honra de Confúcio tinham também de cessar; nem mesmo na ocasião da licenciatura dos literatos seriam permitidos. A veneração dos antepassados e até das suas tabuinhas era proibida pelo decreto”. De Tournon foi enviado a Pequim como legado do papa, mas “o seu comportamento, desde que pôs os pés no solo chinês, não podia ser mais calculado para amargar a discussão de malquistar o imperador”. No Verão de 1706 foi lançado um decreto imperial que expulsava da China todos os missionários que se recusassem a jurar conservar as leis antigas ditadas por Matteo Ricci relativas aos Ritos chineses. Embora tentativas sinceras de reconciliação fossem feitas, a situação foi de mal a pior. Um ano depois da morte de K’ang-hsi, em 1724, todos os missionários cristãos da China, afora os que continuaram a servir o governo em Pequim, foram expulsos para Cantão, e mais tarde para Macau. As igrejas em todas as províncias foram profanadas ou destruídas. Só as igrejas de Pequim se conservavam abertas. Apesar da repressão, numerosos padres, com o risco das próprias vidas, prosseguiram no trabalho de evangelização circulando secretamente de lugar para lugar e escondendo-se geralmente em barcas. Em 1746 intensificou-se a perseguição, até que, em 1773, quando a supressão da ordem dos jesuítas, a missão cristã na China quase se extinguiu. A obra jesuítica em Pequim passou principalmente para os lazaristas e, embora alguns padres estrangeiros se conservassem em várias partes da China, tinham de se esconder, de se arriscar à morte ou à expulsão. Nas últimas décadas do século XVIII o poder de Espanha e de Portugal havia tristemente declinado e as missões católicas em todo o mundo estavam a sofrer falta de apoio. Os protestantes holandeses e ingleses começaram a estender rapidamente o seu comércio no Extremo Oriente. Embora houvesse milhares de cristãos e alguns padres chineses espalhados pelo vasto império chinês, só foi possível uma atividade missionária esporádica até à abertura da China com as Guerras do Ópio de 1839-40.
A década de 1950 viu o advento do Movimento Patriótico das Três Autonomias (MPTA), a fim de controlar a Igreja. Os missionários estrangeiros continuaram a sofrer perseguição até saírem completamente da China em 1952. Muitos líderes cristãos chineses foram enviados a prisão ou campos de trabalho, destinados a executar tarefas humilhantes e degradantes.
Teoricamente, os cristãos chineses têm direito à liberdade religiosa, mas o espaço para evangelização é limitado. Os cristãos não podem se reunir em templos não-registrados e tampouco evangelizar publicamente.
Atualmente a perseguição ao cristianismo na China abrange desde multas e confisco de Bíblias até destruição de templos. Evangelistas são detidos, interrogados, aprisionados e torturados. Além da perseguição governamental, as tentativas de evangelizar muçulmanos no extremo noroeste do território chinês têm enfrentado resistência e alguns ataques.
A Igreja chinesa é uma das que crescem mais rapidamente no mundo. Hoje, aproximadamente 80 milhões de protestantes e católicos formam a Igreja deste país de 1,3 bilhões de habitantes. Enquanto não há dados quanto ao crescimento das igrejas não-registradas, o número de congregações de igrejas protestantes registradas aumenta entre 500 a 600 mil a cada ano. O número de reuniões dos fieis ultrapassa a marca dos 15 milhões, e eles se reúnem em mais de 50 mil igrejas e outros lugares de culto.
A vida da Igreja chinesa é marcada por um paradoxo: embora seja rica, vibrante, permeada de renovação e cresça em ritmo acelerado, ao mesmo tempo é perseguida e extremamente carente de recursos e treinamento.

Fontes: Blog China Imperial / Missão Portas Abertas/ Diário de um Homem de Deus

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